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Relógio do Juízo Final marca ponto mais próximo do fim

Ferramenta simbólica foi criada por cientistas para visualizar a probabilidade de humanidade desaparecer

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Relógio do Juízo Final marca ponto mais próximo do fim
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Ferramenta simbólica foi criada por cientistas para visualizar a probabilidade de humanidade desaparecer

O Relógio do Juízo Final, uma ferramenta simbólica criada por cientistas para visualizar a probabilidade de a humanidade desaparecer, situa-se neste ano a 85 segundos da meia-noite, o ponto mais próximo que esteve em seus 79 anos de história de marcar a o fim de nossa civilização.

O relógio, gerido pelo Conselho de Ciência e Segurança do Boletim de Cientistas Atômicos, aproximou-se nesta terça-feira quatro segundos de uma catástrofe em comparação com 2025, quando marcou 89 segundos para o ocaso da humanidade.

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Os ponteiros do relógio pararam nesta hora crítica devido à ameaça nuclear (em um momento em que os arsenais nucleares aumentam e os tratados de não proliferação não estão sendo renovados), às mudanças climáticas e à crescente agressividade exercida pelas potências globais, conforme alertaram os cientistas.

A presidente do Boletim de Cientistas Atômicos, Alexandra Bell, citou a decadência da cooperação internacional e as decisões do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como fatores decisivos para essa aproximação.

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– Trump está desmantelando ativamente meio século de esforços de controle de armas para manter a estabilidade entre as duas nações com o maior arsenal nuclear do mundo [EUA e Rússia] e tem atacado as ferramentas e tecnologias que podem nos ajudar a gerir as mudanças climáticas – declarou Bell.

Por sua vez, o presidente do Comitê de Segurança e Ciência do Boletim, Daniel Holz, disse que os principais países tornaram-se mais “agressivos, hostis e nacionalistas” no último ano.

– A história mostra que, quando os governos deixam de prestar contas aos seus próprios cidadãos, advêm o conflito e a miséria. Essa tendência global torna o mundo mais perigoso para todos – alertou Holz na apresentação do estado atual do relógio.

A jornalista filipina e Prêmio Nobel da Paz em 2021, Maria Ressa, falou sobre a crise que o jornalismo atual sofre e fez um apelo à ação para reverter a situação global.

– Precisamos de plataformas tecnológicas redesenhadas em torno dos direitos humanos, não das métricas de interação. Precisamos que o jornalismo seja financiado como infraestrutura crítica – declarou.

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Também conhecido como o Relógio do Apocalipse (Doomsday Clock, em inglês), o mecanismo é um símbolo dirigido por um grupo de cientistas, entre eles 13 prêmios Nobel, criado em 1947, que foca nos riscos que o mundo enfrenta e que pretende indicar o quão perto está o fim da humanidade.

Desde 2007, o relógio inclui em suas avaliações a deterioração do planeta devido ao aquecimento global e à crise climática

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação
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Glesson Borges é radialista e jornalista na região norte do Espírito Santo há mais de 35 anos. Atualmente tem trabalhado por essa população fiscalizando e informando através do Rádio FM 87.9 e redes sociais.

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