Portal na Mira da Notícia

Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Geral

Que fim levou a petroleira norueguesa Seacrest em São Mateus?

A companhia iniciou suas operações no Estado em 2020, quando adquiriu da Petrobras os campos do Polo Cricaré

PORTAL NA MIRA DA NOTÍCIA
Por PORTAL NA MIRA DA NOTÍCIA
Que fim levou a petroleira norueguesa Seacrest em São Mateus?
Reprodução
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

De aposta bilionária a caso de recuperação judicial, a trajetória da norueguesa Seacrest Petróleo no Espírito Santo envolve aquisições milionárias, planos de expansão interrompidos e disputas judiciais em torno de contratos e financiamentos. A companhia iniciou suas operações no Estado em 2020, quando adquiriu da Petrobras os campos do Polo Cricaré, em São Mateus. Dois anos depois, expandiu o negócio com a compra dos campos do Polo Norte Capixaba.

À época, a empresa anunciou um programa para perfuração de 300 poços, com o objetivo de triplicar a produção no norte capixaba em cidades como Linhares, Jaguaré, São Mateus e Conceição da Barra. O projeto, porém, não se concretizou. Hoje, a empresa acumula R$ 3,3 bilhões em dívidas, está em recuperação judicial e teve o controle transferido a credores internacionais.

Disputas recentes ampliam a crise

Leia Também:

Além da perda do controle acionário, a Seacrest passou a responder a questionamentos sobre operações financeiras realizadas durante a recuperação judicial. Um financiamento emergencial de US$ 21 milhões foi contestado, em julho deste ano, pelo banco americano Houlihan Lokey, credor da companhia, que alega que os juros de 25% ao ano e as garantias oferecidas superam o valor do empréstimo.

O caso reforçou as incertezas em torno da governança da empresa e ampliou a disputa entre bancos, fundos de investimento e a Petrobras, que cobra cerca de US$ 70 milhões em parcelas atrasadas pela venda dos polos Cricaré e Norte Capixaba.

A norueguesa permanece em recuperação judicial, e o futuro da companhia no Espírito Santo depende do andamento do processo de reestruturação e das definições sobre quem ficará responsável pela operação dos ativos no norte capixaba.

Linha do tempo e fatos-chave

2019 – Fundação da Seacrest, com sede nas Bermudas

2020-2022 – Aquisição do Polo Cricaré, com 27 campos terrestres em São Mateus; e do Polo Norte Capixaba, ampliando operações onshore no norte capixaba.

2023 – IPO em Oslo levanta cerca de US$ 260 milhões em fevereiro; plano de expansão prevê perfuração de 300 novos poços e triplicar a produção até 2025.

2023 – Início do programa de perfuração no ES, que não alcança os resultados esperados devido a custos elevados, preço do petróleo em queda e problemas operacionais, segundo a companhia.

Janeiro de 2025 – Credores executam garantias da dívida de US$ 300 milhões e assumem o controle da companhia. O CEO José Cotello deixa o cargo.

Fevereiro de 2025 – Pedido de recuperação judicial no TJ-SP, com endividamento declarado de R$ 3,3 bilhões.

Julho de 2025 – Financiamento emergencial de US$ 21 milhões junto ao Itaú é questionado pelo banco americano Houlihan Lokey, que alega juros de 25% ao ano e garantias superiores ao valor do empréstimo.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal do Norte
Comentários:
PORTAL NA MIRA DA NOTÍCIA

Publicado por:

PORTAL NA MIRA DA NOTÍCIA

Glesson Borges é radialista e jornalista na região norte do Espírito Santo há mais de 35 anos. Atualmente tem trabalhado por essa população fiscalizando e informando através do Rádio FM 87.9 e redes sociais.

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!