Esse, como outros, foi o legado deixado pelo ex-prefeito Daniel Santana, cujo seu quadro deve ser deixado nos porões da história da cidade de São Mateus.
A Praça Mesquita Neto, sala de entrada para quem chega de ônibus a São Mateus revela ao visitante um cenário assustador. É o retrato do abandono, da esculhambação, com barracas, algumas com alicerces construídos, uma aberração que contraria a urbanidade e o código de postura (se é que funciona e tem alguma utilidade).

Mas, existe um projeto de recuperação da praça e seu entorno. Algo, que ao ser apresentado, encantou a todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Foi até apresentado ao ex-prefeito Amadeu Boroto e, mais recentemente ao atual prefeito, Marcus Batista. Não houve receptividade ainda, mas foi posto.
Na época da campanha se tentou levar aos candidatos, apenas Carlinhos Lyrio foi receptivo naquele momento e assumiu o compromisso de ser uma das suas prioridades, caso vencesse às eleições municipais. Como não obteve êxito, foi encaminhado ao prefeito eleito, ao secretário de Desenvolvimento e ao subsecretário da pasta. Também não houve, até o momento, interesse em estudá-lo e dentro do possível, executá-lo. Ainda há tempo.

Vale ressaltar que no projeto há biblioteca, intervenção na rodoviária com a inclusão da empresa de transporte que ali opera, inclusive com a destinação do local como terminal rodoviário urbano. Nesse caso a rodoviária sairia para uma área localizada na rodovia Br-101.
Infelizmente nada disso aconteceu, apesar dos anos que se passaram. A Praça Mesquita Neto continua abrigando vândalos, ambulantes, drogados e desocupados. As famílias fugiram de lá faz muito tempo. Ali dá a impressão ser o embrião de uma suposta futura cracolândia mateense.

Agora a Prefeitura deu início a recuperação do território que ficou durante oito anos sob a tutela daqueles que não tem compromisso e responsabilidade com o que é certo.
A música do Caetano dizia que a praça Castro Alves é do povo como o céu é do avião. Em São Mateus a praça Mesquita Neto era do povo e das famílias de bem. Hoje é da marginalidade. Mas vai retornar para a sociedade e famílias de São Mateus.
FONTE/CRÉDITOS: Da Redação
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