É relativamente comum ouvir que, depois de ser internada, uma pessoa faleceu de sepse, tida como uma infecção generalizada do organismo. Só que o que talvez muita gente não saiba é que a sepse é muito mais comum do que parece.
Um estudo recém-publicado, feito por pesquisadores suecos, afirma que a sepse em pacientes internados em hospitais é muito frequente. Sugerem, inclusive, que ela pode ser tão mortal quanto um ataque cardíaco, e tão frequente quanto o câncer.
O que é a sepse?
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Chama-se de sepse a ocorrência de uma resposta imunológica extrema do organismo a uma infecção, que pode levar à falência dos órgãos. Ou seja, ao tentar combater uma infecção, o corpo pode apresentar uma reação tóxica, que pode prejudicá-lo seriamente.
Quando as infecções se instalam no organismo, os médicos costumam recomendar remédios específicos, como antibióticos, antivirais e outros tipos de medicamentos. Só que, por vezes, o sistema imunológico não consegue mesmo assim combater os invasores, o que dá início a uma infecção generalizada. Ou seja, há o começo da sepse, que ocorre quando o sistema imunológico começa a combater a si mesmo.
Ela é tida como uma condição secundária, que pode acontecer quando uma infecção existente foge do controle e começa a atacar tecidos saudáveis. Qualquer tipo de infecção pode levar à sepse, inclusive a gripe e a covid-19.
A maior parte dos casos de sepse ocorre por conta de infecções causadas por bactérias, que costumam atacar sobretudo os pulmões, o trato urinário, a pele ou o trato gastrointestinal. O tratamento precoce é fundamental para que a doença não evolua a quadros mais graves.
Sintomas da sepse

Por tudo isso, é importante ter em mente alguns sinais que podem estar indicando a presença da sepse. Entre eles, estão a confusão mental ou fala arrastada; frequência cardíaca fraca; febres e tremores; pele suada e sensação de frio; pele, lábios e língua pálidos ou azulados; falta de ar; dor e desconforto extremo.
No caso de bebês e crianças, que ainda não expressam bem os sintomas, a sepse pode ser indicada pela sonolência excessiva, choro que parece diferente do normal e respostas estranhas aos estímulos comuns. Em caso de suspeita, o ideal é procurar um atendimento de emergência.

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