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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
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Guarda Municipal de Trânsito, por falta de fiscalização mais efetiva, deixa pedestres e ciclistas vulneráveis

“Se o trânsito é municipalizado, deveria haver maior ação da nossa guarda”

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Guarda Municipal de Trânsito, por falta de fiscalização mais efetiva, deixa pedestres e ciclistas vulneráveis
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O ciclista e pedestres que transitam pelas ciclovias, calçadas e ruas da cidade de São Mateus estão expostos as transgressões dos condutores de carros e motos. Acidentes são constantes com veículos invadindo as faixas dos pedestres, as ciclovias, trafegando na contramão acreditando na impunidade, uma vez que não há fiscalização efetiva da Guarda de Trânsito do município.

“Se o trânsito é municipalizado, deveria haver maior ação da nossa guarda”, pontuou Horéstio da Silva Santos, morador do bairro Santo Antônio que disse ter sido vítima da imprudência de um motorista. “Escapei de sofrer acidente grave, mas minha bicicleta foi danificada”, completou.

Relatos parecidos são coletados pela reportagem no centro e bairros da cidade. Várias histórias demonstram que a cidade não tem um planejamento dos órgãos competentes para coibirem esses abusos.

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Os motoristas de Uber já definiram seu ponto, fica em frente ao Centro Comercial , na Avenida José Tozze. As vagas são ocupadas pelos carros de aplicativos, deixando quase a zero a possibilidade de veículos particulares estacionarem naquele espaço. Isso sem falar no estacionamento em fila dupla, que atrapalha o fluxo normal do trânsito, uma vez que existe um ponto de ônibus em frente, na Praça Mesquita Neto. Em horário de pico“é uma bagunça”, lembrou um dos ouvidos pela reportagem.

Outro problema é o estacionamento de motos em qualquer lugar. Algumas ocupam espaços reservados aos carros.

Mas tem também o problema dos ambulantes que se instalam nas ruas e calçadas, dificultando ao cidadão comum conseguir uma vaga para estacionar o seu veículo. Mas esse é um caso espinhoso que não será fácil resolver. Para registro, vale destacar que conversas ouvidas entre ambulantes, a maioria votou no atual prefeito e acreditam que “não é hora de retirar a gente nem da Praça Mesquita Neto e nem das ruas e avenidas do centro da cidade”. O mesmo acontece em ruas de bairros periféricos. Ambulantes se instala aonde desejarem sem correr o risco de serem importunados pela fiscalização da Prefeitura.

Escola e Feira Livre

UBS Verônica Favalesca – Santo Antônio / Foto: Pauta1

 

Um trânsito desorganizado, sem ação da municipalidade gera outros incômodos levando alguns pais reclamarem da falta de policiamento na saída de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dora Arnizaut Silvares (Caic), por exemplo, localizada no bairro Santo Antônio. No dia de feira livre, na porta da escola e da Unidade Básica de Saúde Verônica Favalesca, uma das pistas da Avenida João Batista Crespo é fechada, fazendo com que os veículos disputem uma só via colocando em risco quem por ela é obrigado a transitar, principalmente no horário de entrada e saída dos alunos e pessoas que que acessam à USB. Foi sugerido como opção para no dia de feira os veículos usarem a Rua Netuno, que é perpendicular a Avenida João Batista Crespo. Aliás, pode ser usada pelos feirantes, desobstruindo a pista que ocupam no dia de feira.

Uma viatura da Guarda Municipal é vista no local, mas por pouco tempo, até porque, segundo as pessoas, no horário de maior movimento “não fica nenhuma e nem um guarda para orientar o fluxo de trânsito”, disse Neusa Cintra Alves. “Foi tentado se usar uma rua antes como desvio ou transferir a feira de lugar, mas tudo de mais simples em São Mateus se torna difícil”, completou a dona-de-casa.

Várias reclamações foram encaminhadas à Câmara Municipal no ano passado. Além da questão da feira, foi solicitada a construção de um redutor de velocidade nas proximidades da escola e da Unidade de Saúde. Mesmo com solicitação de uma vereadora, nada foi feito para solucionar o problema.

Carros Pipas

Carros-Pipa que estacionam na Avenida João XXII para abastecerem os tanques do Saae estão ocupando quase toda a pista, em fila dupla, prejudicando o fluxo de veículos causando retenção naquele local. “Não é porque existe uma crise hídrica que vai se criar uma crise no trânsito”, disse um motorista revoltadoUsam quase todas as pistas, deixando espaço reduzido para a passagem de carros e ônibus, sem contar que são obrigados a trafegarem por parte da ciclovia.

Caic – bairro Santo Antônio / Foto: Pauta1

No sábado (18), enquanto alguns agentes da Guarda Municipal paravam veículos e motos para orientar e conscientizar motoristas e motociclistas, ali próximo, no ponto de ônibus ao lado da Escola Estadual Ceciliano Abel de Almeida, um cidadão, sem cerimônia, estacionou seu carro no local de parada dos ônibus para embarque e desembarque de passageiros.

 

A Prefeitura disse que não há efetivo para policiar todos os lugares atendendo todas as demandas.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação
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Glesson Borges é radialista e jornalista na região norte do Espírito Santo há mais de 35 anos. Atualmente tem trabalhado por essa população fiscalizando e informando através do Rádio FM 87.9 e redes sociais.

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