Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), um a cada dez bebês que nascem em todo o mundo é prematuro, ou seja, nasceu pré-termo, antes de completar 37 semanas de gestação. Existem ainda os prematuros extremos que são os nascidos com menos de 28 semanas como é o caso dos sêxtuplos de Colatina.
Nesta quarta-feira (1), os gêmeos Théo, Henry, Lucca, Maytê e Eloá, completam um mês de vida. A gestação de Quezia Romualdo, de 29 anos, mãe dos bebês, durou 27 semanas e um dia.
Desde então, dois dos bebês seguem internados em uma UTI de hospital em Colatina, e outros três na Grande Vitória.
Matheo, um dos sêxtuplos, faleceu no início da madrugada do último dia 6 de outubro. Na ocasião, a informação foi compartilhada por meio das redes sociais da família.
O ideal, segundo a neonatologista Juliana Neves, é que o parto aconteça sempre com 40 semanas de gestação. Porém, nos casos gemelares é praticamente inevitável que ele aconteça prematuramente.
“Quanto maior a quantidade de bebês, maior o risco porque o tamanho do útero e o peso dos bebês aumentam a pressão sobre o colo uterino favorecendo o trabalho de parto prematuro. Mas também podemos destacar a realização inadequada do pré-natal, infecções maternas na gestação, idade reprodutiva avançada, uso de bebida alcoólica, drogas ilícitas e tabagismo, além de doenças crônicas maternas ou próprias da gestação, como diabetes gestacional e préeclâmpsia, como fatores de risco que podem levar a um parto prematuro”, esclarece a pediatra.

Permanência na Utin
Bebês prematuros precisam de mais cuidados, demandando um atendimento multidisciplinar não somente tanto no ambiente hospitalar, mas também após a alta.
Inclusive, de maneira geral, costumam ficar bastante tempo na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal para que possam ganhar peso e receber todo o suporte necessário.
Quanto mais prematuro, mais imaturos serão os seus órgãos e maior será o risco de complicações.
“A prematuridade, principalmente a extrema, está associada a atraso no desenvolvimento neurológico e motor da criança, além de maior susceptibilidade a infecções, problemas respiratórios, cardiológicos e diversas alterações em outros órgãos (...)", afirma a médica, do Vitória Apart Hospital.
A presença dos pais
Durante todo o período de internação, a presença dos pais é recomendada. Juliana destaca que, além de ser importante para a criação do vínculo família-bebê, o colo (canguru) é associado à melhora imunológica do recém-nascido, menos choros, menor tempo de internação e aumento da produção láctea da mãe.
Com relação à alta hospitalar de um bebê prematuro, é necessária uma série de fatores. Inclusive, a neonatologista pontua que, em sua maioria, acontece quando o bebê precisa apresentar um peso maior que 2kg, a alimentação esteja estabelecida, a respiração adequada, os sinais vitais normais, e idade gestacional corrigida maior que 35 semanas.
Bebês múltiplos seguem na UTI neonatal
Após serem transferidos de Colatina para a Serra, Theo, Henry e Maytê seguem na Utin do Vitória Apart Hospital. De acordo com o hospital, eles são acompanhados de perto por uma equipe especializada.
Saiba como estão os gêmeos:
- Theo passou por uma cirurgia cardíaca. Ele tem recebido nutrição por via endovenosa e por sonda, segue intubado e continua realizando diálise;
- Henry respira com auxílio de Cpap, recebe alimentação por sonda e já teve a diálise suspensa;
- Maytê também tem recebido alimentação por sonda e respira com auxílio de Cpap.
- Já Eloá e Lucca permanecem estáveis na Utin, em Colatina e sem necessidade de transferência. Além da nutrição por sonda, têm recebido leite materno.
O CRESCIMENTO DOS BEBÊS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS
Peso e tamanho ao nascer
- Théo - Nasceu com 1.030g / 38 cm. Agora, está com 1.500g / 38 cm
- Henry - Nasceu com 820g / 34 cm. Agora, está com 1.040g / 38 cm
- Maytê - Nasceu com 950g / 33 cm. Agora, está com 915g / 39 cm.
- Lucca - Nasceu com 800g / 35 cm. Agora, está com 1.094g / 39,5 cm.
- Eloá - Nasceu com 635g e 31 cm. Agora, está com 974g / 34 cm
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