Sindicato defende que superlotação de presos e baixo número de servidores facilita as fugas; Sejus nega acusações e diz que mantém a quantidade de efetivo proporcional
Em menos de uma semana 14 detentos fugiram de duas unidades prisionais na Grande Vitória. A primeira aconteceu no Centro de Detenção na Serra (CDP), na última quarta-feira (6) — quando sete pessoas conseguiram sair do presídio. Os outros sete escaparam da Penitenciária Estadual de Vila Velha (PEVV VI) na noite desta segunda-feira (11).
Além das duas fugas registradas, uma outra tentativa, desta vez frustada, ocorreu no último domingo (10), também no CDP da Serra, mesmo local da primeira evasão. Entre os presos há acusados de crimes sexuais, homicídios e tráfico de drogas. Um deles é Vinicius Florêncio dos Santos, mandante do assassinato do soldado da Polícia Militar Fernando da Cruz Comper. O crime aconteceu em 9 de fevereiro de 2022 e Vinicius foi preso quatro meses depois
o presidente do Sindicato dos Inspetores Penitenciários do Espírito Santo (Sindaspes), Rhuan Fernandes, apontou a superlotação das unidades prisionais como uma das causas para as ocorrências em pouco tempo.
Nós estamos com um altíssimo quadro de presos. A exemplo, essa unidade prisional recém-inaugurada em Vila Velha. Ela já inaugura com um número de presos maior do que a capacidade e um número muito baixo de servidores
Rhuan Fernandes - Sindicato dos Inspetores Penitenciários (Sindaspes)
Aliada à denúncia de superlotação, o presidente explicou que há poucos servidores para conseguir monitorar todos os presos. Fernandes, inclusive, ligou a última fuga em Vila Velha com a que aconteceu na CDP da Serra. "Tem relação até com a fuga da semana passada. Servidores da unidade da Serra onde houve a fuga de sete presos foram transferidos para essa unidade prisional nova (Vila Velha), porém, ficou sem servidor na Serra e sem também nessa unidade", disse.
