Cachoeiro de Itapemirim, Capital Secreta do Mundo, recebeu nessa terça-feira (14), a assinatura da ordem de serviço para obras de modernização e ampliação do aeroporto do município. Mais do que isso, o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), decolou com uma explícita divisão de protagonismo no Palácio Anchieta.
A cidade do Sul do Estado é terra do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). Logo, Casagrande, natural de Castelo, distante uns 40 km de Cachoeiro, aplicou nítida aproximação dos núcleos. “Eu e Ricardo Ferraço decidimos pelos investimentos”, disse o socialista para a imprensa, e ainda na presença do prefeito do município, Theodorico Ferraço (Progressistas), pai do emedebista.
Casagrande poderia muito bem ter dito que foi decisão da gestão, mas enfatizou a sua persona e a de Ricardo. Isso reforça o protagonismo de ambos e visa dar as bases para a tão comentada possível campanha do presidente do MDB estadual ao Palácio Anchieta.
Nos últimos tempos, sejam nas disputas proporcionais, como Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, e nas majoritárias, Senado e governo, Cachoeiro e o Sul, como um todo, têm sido mais adeptos ao voto conservador/bolsonarista. A vitória de Ferraço para a prefeitura, no ano passado, também não deixa de ser algo conservador, visto que volta com um retorno às origens, digamos assim.
Sedimentar e fortalecer Ricardo nas suas origens é estratégia para minar possíveis concorrentes. E o emedebista mexeu com os brios dos cachoeirenses em seu discurso a respeito das obras no terminal aeroportuário, orçadas em R$ 77 milhões. Avaliou que é preciso resgatar o protagonismo de Cachoeiro e da região Sul.
Pontuou que a área vive um ciclo de desenvolvimento econômico e que a empresa que vai realizar a obra (no município) é a mesma que fez Congonhas, Santos Dumont e outros aeroportos importantes e de referência no Brasil.
O mote de campanha de Ricardo Ferraço, para 2026, talvez até já exista. A frase que vem repetindo ao longo de eventos, como fez também em sua terra, que é “Espírito Santo, o Brasil que dá certo”. Sem contar outro mantra: “Responsabilidade fiscal sem deixar de fazer os investimentos para que as pessoas possam prosperar”.
Fato é que em janeiro de 2025, com um tempo seguro para planejamento, o governo começa a pensar no voo para a campanha do emedebista. Resta saber se vai aparecer para decolagem o que realmente define essa empreitada: o embarque do voto do eleitor capixaba.
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